Flora liquenológica do Distrito Federal

Aluno - Drielle dos Santos Martins
Orientador - Maria das Graças Machado
Universidade de Brasília

 

Os fungos liquenizados são aqueles associados de maneira simbiótica a um organismo fotossintetizante (alga verde ou cianobactéria), formando um grupo conhecido como liquens. Aproximadamente 20% dos organismos do reino Fungi são liquenizados, e sua classificação é feita dentro desse reino, pois são esses organismos que desempenham papel de dominância na simbiose. Os liquens exercem importantes funções nos ecossistemas, mas atualmente, poucos pesquisadores se dedicam ao seu estudo e a quantidade de trabalhos ainda é insatisfatória. Portanto, o objetivo aqui é listar, identificar e caracterizar os gêneros da flora liquenológica do Distrito Federal. Pretende-se realizar o levantamento nas áreas de conservação e preservação existentes no DF, que possuem o Cerrado e suas fitofisionomias como formação vegetal; são elas: Parque Nacional de Brasília, Reserva Ecológica do IBGE, Jardim Botânico de Brasília, Estação Ecológica de Águas Emendadas e Fazenda Água Limpa (UnB). Os exemplares serão coletados através de deslocamento ao acaso, utilizando-se ferramentas como formão e espátula, e posteriormente identificados em laboratório com o uso de microscópio estereocóspico e óptico, e com o auxílio da bibliografia especializada. Também serão utilizados os exemplares depositados na coleção liquenológica do Herbário da Universidade de Brasília – UB.

 

Importância da vegetação ripária da comunidade íctia de riachos da Apa das Bacias do Gama e Cabeça de Veado - DF
Aluno - Gustavo Figueiredo Marques Leite
Orientador - José Francisco Gonçalves Junior
Universidade de Brasília

 

A diversidade vegetal do Cerrado é caracterizada por estruturas morfológicas bem específicas que representam sua adaptação às variações climáticas observadas nesses ambientes. Dentre as estratégias que lhes permitem superar esse estresse hídrico sazonal pode-se citar a perda parcial ou total de folhas por espécies breve-decíduas ou decíduas, respectivamente, durante os períodos mais secos de foma a evitar a perda excessiva de água de sua estrutura, que poderia comprometer sua sobrevivência. Os materiais depositados no fundo desses corpos d'água, graça a essa dinâmica, foram então uma heterogeneidade no substrato desses ambientes, que servirão para grande quantidade de organismos que ali se estabelecerão. Esse material submerso passará por muitos processos que serão responsáveis por sua degradação, e assim utilizados como fonte de alimento para inúmeras espécies de invertebrados, peixes e outros organismos. As espécies que estão nesses ambientes caracteristicamente se alimentam desse detrito direta ou indiretamente, visto que esta é a fonte principal de energia em riachos, considerados heterótrofos, uma vez que a densa vegetação ripária torna escassa a incidência de luz solar e determina um importante redução da produção primária,a qual serviria como fonte energética para as espécies. Desta forma, o conhecimento da importância das diversas fontes alóctones no sistema torna-se necessário visto a necessidade de elaboração de orçamentos de fluxo de energia, para assim elucidar os diferentes processos que irão influenciar na deposição processamento e ciclagem do detrito nos ecossistemas aquáticos e suas contribuições reais à bioenergética de riachos. No sentido de compreender melhor a dinâmica energética que determina a estrutura da comunidade de peixes em riachos, avanços concentuais e teóricos podem ser alcançados usando técnicas isotópicas, de meta-análises de dados e modelagem. Nesse sentido, esse trabalho tem como objetivo investigar e representar a ecologia trófica das espécies de peixes e a contribuição da vegetação ripária na estruturação das comunidades íctias através do estudo de seus hábitos alimentares e modelagem qualitativa da dinâmica trófica dessas espécies em três Áreas de Proteção Ambiental (APAs) na bacia do Rio Paranoá.

 

Diversidade e estrutura genética de populações de Vellozia squamata Pohl sob regime de fogo no Cerrado
Aluno - Márcia Duarte Barbosa da Silva
Orientador - Vânia Regina Pivello
Universidade de São Paulo

 

O fogo é um importante fator ecológico e evolutivo em todas as savanas mundiais. Suas consequências para a biota e processos ecológicos podem variar conforme o regime de queima, determinado principalmente pela intensidade do fogo, freqüência e época. As diversas características adaptativas observadas nas plantas das savanas pressupõem que a freqüência de fogo seja fundamental na seleção de genótipos em populações que sobrevivem às queimas. Assim, conhecendo-se a diversidade e a estrutura genética de populações pode-se avaliar a real influência do fogo no nível genético das espécies pirofíticas, entretanto, são raros os trabalhos que relacionam efeitos do fogo no nível genético, e mesmo inexistentes no Brasil. Neste projeto, escolhemos a espécie Vellozia squamata, endêmica do Cerrado e resistente às queimadas, para avaliar o papel de diferentes regimes de fogo em seus parâmetros genéticos populacionais. A hipótese a ser testada é a de que a estruturação populacional será maior e a diversidade genética será menor coma maior freqüência do fogo. O projeto será desenvolvido nas cinco parcelas de campo sujo do Projeto Fogo, na Reserva Ecológica do IBGE (Brasília), onde queimadas controladas em diferentes frequências (bianuais, quadrienais ou sem queima) e épocas do ano (junho, agosto e setembro) foram feitas de 1992 a 2010. Os indivíduos de V. squamata existentes nas parcelas serão georreferenciados, medidos e posteriormente mapeados. Serão retiradas amostras foliares com as quais serão feitas as análises genéticas, por meio de microssatélites, determinando-se os parâmetros: fluxo gênico, estruturação genética, diversidade gênica, tamanho efetivo populacional, taxa de cruzamento e distância genética, que, em conjunto, caracterizam a estrutura e diversidade genética da população. Essa abordagem genético-ecológica é inédita para ambientes de Cerrado e irá colaborar para a compreensão dos efeitos do fogo no bioma, assunto que ainda necessita de estudos esclarecedores.

 

Composição, diversidade e riqueza de comunidades de pequenos mamíferos não-voadores em áreas de cerradão, cerrado sensu stricto e mata de galeria
Aluno - Anderson Paz da Silva
Orientador - Emerson Monteiro Vieira
Universidade de Brasília

 

O conhecimento sobre as comunidades de pequenos mamíferos em áreas do Cerrado ainda é bastante limitado, sendo necessária a realização de pesquisas que possibilitem a geração de informações para a conservação do grupo de de áreas do bioma. O estudo pretende investigar as comunidades de pequenos mamíferos não-voadores em distintas fitofisionomais do Cerrado no Brasil Central com os seguintes objetivos:

1. Caracterizar e quantificar os padrões de diversidade e da composição das comunidades de pequenos mamíferos em cerradão, mata de galeria e cerrado s.s. nas estações chuvosa e seca.

2. Avaliar quais escalas espaciais contribuem mais para a riqueza e diversidade de pequenos mamíferos.

3. Identificar os parâmetros ambientais que influenciam a distribuição das espécies de pequenos mamíferos nas fitofisionomias.