Solos

 

Os solos da Reserva Ecológica do IBGE são muito diversificados. Essa diversidade está documentada no levantamento realizado por Oliveira & Costa (1995) na bacia do córrego Taquara, na escala 1:10.000, o qual resultou no registro das seguintes classes de solos na parte correspondente à área da Reserva: Latossolos, Solos Petroplínticos, Cambissolos, Solos Podzólicos, Plintossolos, Gleissolos, Solos Orgânicos e Aluviais.

A classe dos Latossolos está representada pelas unidades denominadas Latossolo Vermelho-Escuro, Latossolo Vermelho-Amarelo e Latossolo Variação Una, que, juntas, ocupam cerca de 80% do território da Reserva. Os solos a ela pertencentes são profundos, bem drenados, distróficos, ácidos e predominantemente argilosos, sendo em sua maioria originários da Cobertura Detrítico Laterítica. Sua cobertura vegetal predominante é o Cerrado nas suas várias formas fisionômicas.

A classe dos Solos Petroplínticos ocorre, representada por diversas unidades de mapeamento, em áreas disjuntas posicionadas nos interflúvios da margem direita do córrego Roncador e no divisor de águas deste com o Taquara. Seus solos caracterizam-se por serem constituídos, preponderantemente (entre 60% e 90%), por frações grosseiras com predominância de petroplintita. Sua cobertura vegetal se assemelha com a dos Latossolos.
A classe dos Cambissolos ocupa pequena área na Reserva, fazendo-se presente apenas nas proximidades da junção do córrego Roncador com o Taquara. Seus solos nesse local são de origem coluvionar, pouco desenvolvidos, bem drenados, distróficos e ácidos, estando revestidos por vegetação dos tipos Campo Sujo e Campo Cerrado.

 

Os Solos Podzólicos estão representados na Reserva pela unidade descrita como Podzólico Vermelho-Amarelo, a qual ocorre apenas numa área situada na margem esquerda do córrego Roncador. O solo dessa unidade é relativamente profundo e possui elevada saturação de bases na superfície, estando recoberto por floresta de galeria.

Os Gleissolos ocupam áreas de pequenas dimensões, alongadas, úmidas, ligadas às planícies de inundação ou situadas em zonas de surgência ou nascentes. Compõem-se de solos de origem sedimentar, hidromórficos, profundos, distróficos e ácidos, sendo geralmente ocupados por vegetação dos tipos Campo Limpo Úmido e Vereda.

Os solos da classe dos Plintossolos ocupam áreas ainda menores, úmidas, posicionadas nas cabeceiras dos córregos e nas margens das planícies de inundação. São de origem coluvionar, mal drenados, profundos, argilosos, distróficos, ácidos e caracterizam-se por possuir um horizonte onde se destaca a plintita. Geralmente são recobertos por Campo Limpo Úmido.
A classe dos Solos Orgânicos ocupa área relativamente expressiva na Reserva, ocorrendo ao longo das planícies de inundação de toda a rede de drenagem da área. Seus solos são de natureza orgânica, formados em ambiente palustre, pouco evoluídos, mal drenados, distróficos e ácidos, com elevados teores de carbono orgânico e depósitos de restos vegetais em decomposição. São ocupados por Mata de Galeria Paludosa, Vereda e Campo Limpo Úmido.

Os Solos Aluviais possuem pequena expressão na Reserva, ocorrendo apenas em algumas partes da planície de inundação do córrego Taquara. São de origem aluvionar, pouco desenvolvidos e de composição heterogênea. Geralmente são ocupados por Mata de Galeria*.

* Texto produzido por Benedito Alísio da Silva Pereira et al. Reserva Ecológica do IBGE, Brasília (DF): Composição e Diversidade da Flórula Vascular (IBGE, 2004).


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