A área que hoje compõe a Reserva Ecológica do IBGE foi doada ao IBGE pelo Governo do Distrito Federal em 1961. A ideia de transformá-la em uma reserva ecológica nasceu, em 1975, com a preocupação, daqueles que a idealizaram, em torná-la uma das primeiras unidades de conservação de interesse em pesquisa científica de longo prazo no Cerrado Brasileiro. Em 22 de dezembro de 1975, o Presidente do IBGE, Dr. Isaac Kertenetzky, criou a Reserva Ecológica do Roncador – RECOR, reconhecendo assim, formalmente, a sua importância ecológica.

A partir desse momento teve início um trabalho de levantamento do polígono, estudos de reconhecimento da área, culminando em 1987 com o Plano de Manejo da Bacia do Taquara, que inclui toda a área da RECOR e das áreas preservadas vizinhas, como a Fazenda Água Limpa da UnB, o Jardim Botânico de Brasília e a área da Aeronáutica.

Um fato interessante se deu em 1978, quando o extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF reconheceu a Reserva como área de preservação permanente de interesse científico. Nesse mesmo ano, para uma melhor identificação da unidade, a Reserva teve a sua denominação original alterada passando a chamar-se Reserva Ecológica do IBGE, mas mantendo a sigla RECOR.

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O Conselho Técnico e Científico da RECOR, previsto pela Norma DGC 23/99 possui as seguintes atribuições:

  1. Assessorar a Gerência da GEC no planejamento, execução, monitoramento e avaliação das atividades técnicas programadas para o Plano de Manejo e Gestão da Reserva Ecológica do IBGE no âmbito da Gestão Ambiental, que compreendem os seguintes processos de trabalho:
    1. Práticas de manejo de espécies, ecossistemas e hábitats da RECOR;
    2. Práticas de combate à incêndios florestais realizadas pela Brigada Contra Incêndios Florestais da RECOR;
    3. Participação nos Conselhos de Meio Ambiente do Distrito Federal e do Governo Federal;
  2. Assessorar a Gerência da GEC no planejamento, execução, monitoramento e avaliação das atividades técnicas programadas para o Plano de Manejo e Gestão da Reserva Ecológica do IBGE no âmbito da Gestão da Pesquisa e da Informação, que compreendem os seguintes processos de trabalho:
    1. Manutenção adequada da Estação Meteorológica da RECOR;
    2. Manutenção adequada da Biblioteca da GEC;
    3. Manutenção adequada da Exposição Permanente da RECOR;
    4. Manutenção adequada dos alojamentos e laboratórios para pesquisadores externos;
    5. Desenvolvimento, atualização e disponibilização das Bases de dados sobre projetos de pesquisa, sobre a produção científica da RECOR, sobre o acervo bibliográfico e disseminação daquelas informações via web e atendimento direto aos usuários;
    6. Desenvolvimento, atualização e disponibilização dos produtos do SIG da RECOR (mapas, banco de dados e de metadados) via web e atendimento direto aos usuários;
    7. Expedição das licenças de autorização de pesquisas;
    8. Atualização cadastral e monitoramento dos projetos de pesquisas, do cumprimento das normas de pesquisas e entrega dos produtos pelos pesquisadores.

O Conselho é formado por servidores do IBGE e pode contar com a orientação técnica e apoio de pesquisadores e parceiros.

O Centro de Estudos Ambientais do Cerrado (GEC) é uma unidade do IBGE que está funcionalmente ligada à Diretoria de Geociências do IBGE (DGC) e administrativamente subordinada à Unidade Estadual do IBGE no Distrito Federal (UE/DF).

A GEC compreende a Gerência de Geodésia e Cartografia no Distrito Federal (GGC/DF), a Gerência de Recursos Naturais no Distrito Federal (GRN/DF), e as supervisões ligadas ao plano de manejo da Reserva Ecológica do IBGE (RECOR) e ao apoio operacional da unidade e seus respectivos conselhos de assessoramento técnico e científico e de apoio operacional (Figura 1).

A GGC/DF é composta por três supervisões (Supervisão de Projetos, Supervisão de Campo e Administrativa e Supervisão de Tratamento de Dados) que desenvolvem o Programa de Trabalho Anual das Coordenações de Geodésia (CGED) e de Cartografia (CCAR) da DGC, localizadas no Rio de Janeiro.

A GRN/DF é composta por três supervisões (Supervisão de Estudos Ambientais, Supervisão de Curadoria das Coleções Científicas e Supervisão de Informatização das Coleções Científicas) que desenvolvem o Programa de Trabalho Anual da Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais (CREN), localizada no Rio de janeiro.

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